sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

APLICAÇÕES IMOBILIÁRIAS

   Se os negócios do mercado imobiliário são essencialmente fundamentados no espaço, é fácil imaginar que o Geomarketing coloca-se como uma ferramenta extremamente interessante para essa atividade. No entanto, após uma rápida passada em alguns sites de imobiliárias em Bauru (SP), notei que é quase inexistente uma ferramenta de localização dos imóveis.
   Uma solução prática mais imediata é o uso do Google Maps. Embora não seja uma ferramente específica para esse tipo de atividade, ao menos localiza o imóvel, possibilitando ao interessado observar a região, os acessos, etc. Observe o mapa abaixo, ele mostra o Parque Vitória Régia, em Bauru.

Exibir mapa ampliado
   Uma observação: diversos locais ainda apresentam apenas os nomes das ruas, sem os números de quadras e residências, mas o uso de um GPS simples pode resolver esse problema. A coleta das coordenadas é feita no local e lançada no Google Maps, localizando o imóvel. Feito isso é só disponibilizá-lo no site da imobiliária.
   Para uma solução efetiva, no entanto, é recomendável o uso de um banco de dados dos imóveis associado a um Sistema de Informações Geográficas (SIGs, programas que desenvolvem análises e consultas espaciais) que possua as informações de ruas georreferenciadas. Através dos endereços dos imóveis é possível localizá-los no mapa e, através de consultas, criar mapas por tipo de imóveis (casas ou apartamentos, para alugar ou para venda, etc). Uma das vantagens desse sistema é que a entrada e saída dos imóveis é feita diretamente no banco de dados, e através de uma nova consulta se disponibiliza um novo mapa. Com o uso de ferramentas de publicação na internet, como o Adobe Flash Player, é possível combinar o mapa dos imóveis a suas características (ao passar o mouse sobre determinado imóvel, abre-se uma foto e as informações primárias, por exemplo), inclusive sua localização no Google Maps, como citado anteriormente.
   A imagem ao lado mostra uma consulta simples por "casas" nas principais vias da cidade de Bauru (SP), através do SPRING (SIG do INPE). Os imóveis são aleatórios e os inseri apenas como exemplo. Essa consulta pode ser facilmente transformada em mapa, onde os elementos visuais são melhor trabalhados para facilitar a visualização e o entendimento do usuário.
   Como já escrito na minha primeira postagem por aqui, se "onde" é importante, certamente o Geoprocessamento e o Geomarketing podem contribuir.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

TRABALHOS DE BAIXO CUSTO

   Muitas empresas, especialmente as pequenas e médias, não investem em marketing por medo de altos gastos sem o retorno esperado. Ainda mais em relação ao geomarketing, algo relativamente novo, pouco conhecido e que envolve tecnologias modernas. Mas a verdade é que pode-se fazer importantes análises espaciais sem gastos elevados. Alguns programas de Geoprocessamento (Spring e Terraview, por exemplo, ambos brasileiros) não possuem custo algum. Diversos dados, como os do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE são livres e, apesar de sua base datar do ultimo censo demográfico (2000), é possível fazer correções com uma elevada margem de acerto, com projeções do próprio IBGE ou de outros órgãos. Observe a imagem abaixo:

   Ela mostra o número atual de mulheres para cada um dos setores censitários da cidade de Bauru-SP. Foi feito no programa Spring e Terraview, com a base dos setores censitários do IBGE, com os dados do Censo de 2000 e atualizada de acordo com informações do IBGE e da fundação SAEDE. Tudo foi desenvolvido com dados e programas sem custo. Poderia ser muito útil, por exemplo, na busca por uma nova área de loja de calçados femininos, ainda mais se combinada com valores de idade e renda, entre diversas outras aplicações e possibilidades de combinação de dados.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

UM EXEMPLO PRÁTICO DA APLICAÇÃO DO GEOMARKETING

   Sexta-feira passada, por volta de 10 horas da manhã, parei no semáforo de um dos principais cruzamentos da cidade de Bauru e fui abordado por uma “multidão” de entregadores de panfletos. Recebi sete panfletos, que provavelmente iriam imediatamente para o lixo, isso se eu não me recusasse a recebê-los, como a maioria. Quem pega e lê todos os panfletos entregados em semáforos? Às 10 horas da manhã de uma sexta-feira, provavelmente a maioria das pessoas estava ali por motivos de trabalho ou estudo, conversando com algum acompanhante, cheios de pensamentos ou preocupações. Quem teria tempo para passar numa dessas lojas naquele momento? Em nenhum dos casos o empreendimento era próximo do local de entrega dos panfletos. Os panfletos eram (como normalmente são) os mais variados possíveis – construções, brinquedos, relojoaria, veículos, equipamentos eletrônicos para veículos e dois de feirões de automóveis. Dois exemplos: quanto ao panfleto da loja de brinquedos, qual seria a possibilidade de alguém estar passeando com uma criança ali, que poderia se interessar por isso naquele momento? No final de semana provavelmente o panfleto já teria virado lixo. E quanto à loja de veículos, que são novos e não os chamados “populares” (o mais barato possuía valor acima de 100 salários mínimos), qual a chance real de haver entre os que receberam os panfletos um consumidor potencial?
   Com o Geomarketing pode-se fazer um estudo de renda identificando uma área na cidade onde o público provavelmente teria grande interesse em adquirir bens como os veículos citados. Um estudo simples por faixas etárias poderia identificar as áreas da cidade onde há o maior número de crianças, e isso poderia ser associado também a faixas de renda. A localização da distribuição dos panfletos poderia ser estudada de acordo com os fluxos de veículos (exemplo: quem se interessa por um som para o carro na manhã de uma sexta feira, com panfletos sendo distribuídos no sentido bairro-centro, quando provavelmente estão a trabalho ou se dirigindo para ele? E se a distribuição fosse no sentido centro-bairro no final da tarde, quando se está voltando do serviço, com tempo livre e “animado pela proximidade do final de semana”?) e muitas outras coisas. Com a área delimitada pode-se criar uma campanha de marketing direcionada especificamente para o público desejado, alcançando resultados muito melhores.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ONDE

   "Onde". Se em algum momento da análise de marketing surgir essa palavra, certamente o Geomarketing será de grande utilidade. O Geomarketing é uma visão de marketing ligada ao território. Todas as informações trabalhadas estão associadas a uma parcela do espaço, permitindo a elaboração de mapas e análises territoriais que identificam o interesse do usuário, como por exemplo, áreas com clientes em potencial numa cidade ou a melhor região para abrir um novo empreendimento. Dados de consumidores como idade, gênero, renda e outras, podem ser aplicadas para definir a localização de um público-alvo, seja para a instalação de um novo empreendimento, para a aplicação de propagandas localizadas ou outros. Dados (associados à localização) de fornecedores e concorrentes também são fundamentais para o sucesso de um empreendimento. As origens do Geomarketing estão na França e nos Estados Unidos, e apesar de ainda pouco difundida no Brasil, essa ferramenta ganha cada vez mais importância num mercado altamente competitivo, onde uma visão espacialmente estratégica  pode significar a diferença entre a estagnação (ou até mesmo o fracasso) e o sucesso.