terça-feira, 12 de março de 2013

MATERIAIS SOBRE GEOPROCESSAMENTO

   Em contato com a área acadêmica e prática do geoprocessamento tenho encontrado algumas fontes de material online (que podem ser visualizados e baixados) muito ricas:
http://www.dpi.inpe.br/livros.php - Livros on-line da Divisão de Processamento de Imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE;
http://www.arq.ufmg.br/SiteLabGeo/Laboratorio_Geo/publicacoes.htm - Publicações do laboratório de geoprocessamento da Universidade Federal de Minas Gerais;
http://www.dsr.inpe.br/sbsr2007/biblioteca/ - Conteúdo completo (artigos) dos Simpósios Brasileiros de Sensoriamento Remoto.
   Além disso, usando as palavras-chave corretas é possível encontrar muito material em:
http://scholar.google.com.br/ (Google acadêmico – pesquisa específica em trabalhos acadêmicos);
http://www.dominiopublico.gov.br (Domínio público – disponibiliza diversos materiais que se encontram sob domínio público);
http://www.teses.usp.br/ (Biblioteca digital da Universidade de São Paulo – disponibiliza o material produzido pela USP; possui inclusive uma área específica sobre cartografia histórica).
   Outras universidades (UNICAMP, UNESP, etc.) também possuem bibliotecas digitais (e cursos relacionados à área) onde pode ser encontrado material. Caro leitor, participe enviando também outros lugares onde é possível encontrar material sobre geoprocessamento.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

DEFININDO/ALTERANDO O SISTEMA DE COORDENADAS EM TABELAS DO POSTGIS

   Apesar de ser algo relativamente simples (mas ao mesmo tempo muito importante), tive bastante dificuldade de encontrar informações quando procurei sobre como definir e/ou alterar o sistema de coordenadas de geometrias dentro do PostGIS nas versões mais recentes do PostgreSQL/PostGIS, que definem os SRIDs na view geometry_columns (no meu caso, uso PostgreSQL 9.1 com PostGIS 2.0), portanto aqui está, de uma maneira simples, como fazer isso.

Para definer o SRID use:
ALTER TABLE nome_da_tabela ALTER COLUMN coluna_espacial TYPE Geometry(tipo_da_geometria, numero_do_SRID_desejado) USING ST_SetSRID(coluna_espacial, numero_do_SRID_desejado);
Exemplo:
ALTER TABLE ponto_onibus ALTER COLUMN geom TYPE Geometry(Point, 31982) USING ST_SetSRID(geom,31982);
(define o SRID 31982 – SIRGAS 2000 UTM 22 Sul – para a tabela ponto_onibus, representada por pontos) .

Para alterar (transformar, ou seja, fazer a conversão de um SRID já definido para outro) o SRID use:
ALTER TABLE nome_da_tabela COLUMN coluna_espacial TYPE Geometry(tipo_da_geometria, numero_do_SRID_desejado) USING ST_Transform(coluna_espacial, numero_do_SRID_desejado);
Exemplo:
ALTER TABLE dutos ALTER COLUMN geom TYPE Geometry(LineString,29192) USING ST_Transform(geom,29192);
(altera a tabela dutos, representada por linhas, para o SRID 29192 – SAD69 UTM 22 Sul) .

Observações:
- As informações sobre todos os sistemas de coordenadas disponíveis encontram-se na tabela spatial_ref_sys, no schema public.
- As informações sobre os SRIDs das tabelas encontram-se na view geometry_columns, no schema public.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA, BANCOS DE DADOS ESPACIAIS E ARQUITETURAS

   Dentre os Sistemas de Informações Geográficas mais utilizados destacam-se os proprietários ArcGIS e IDRISI, e os livres Quantum GIS, gvSIG, GRASS e SPRING (embora este não possa ser considerado um software livre, é gratuito e brasileiro), entre outros. No caso dos Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados Espaciais (ou Geográficos) temos os proprietários Oracle Spatial e SQL Server 2008, e os livres PostGIS (extensão do PostgreSQL), MySQL e SpatiaLite (extensão do SQLite, que não é propriamente um SGBD, mas sim uma biblioteca em C que implementa um banco de dados embutido com funções SQL), entre outros.
   Embora seja muito usado na área pela facilidade de acesso local e disponibilidade, o Microsoft Access não possui suporte espacial, no entanto é utilizado (assim como outros SGBDs) através da arquitetura dual, ou seja, os dados alfanuméricos são armazenados no banco de dados e os dados espaciais (o “desenho”) é armazenado em formatos específicos definidos pelo SIG em uso. No entanto, essa abordagem tem uma série de limitações, como a dependência de um SIG específico, acesso apenas local e outros.
   O fato é que, infelizmente, muitos profissionais que atuam na área desconhecem o uso de bancos de dados espaciais e as diversas vantagens associadas ao seu uso (como possibilidade de acesso concorrente, relacionamentos e funções de topologia, manipulação direta de dados espaciais, etc.). Isso se deve a diversos fatores, especialmente a falta de qualificação adequada, o uso do SIG apenas como cadastro, e outros. Mas é importante lembrar que há muito material na internet (especialmente em relação aos softwares livres, devido ao contexto comunitário de seu desenvolvimento e aplicação) e, com alguma dedicação e um pouco de tempo, é perfeitamente possível a um profissional que atua na área limitado por um banco de dados local e/ou sem suporte espacial migrar para um contexto de SGBD com suporte espacial e maior liberdade em relação ao SIG utilizado.
   Após um bom tempo de pesquisas, optei na minha atividade profissional pelo uso do PostGIS e do SIG Quantum GIS. No caso do PostGIS por ter ampla integração com SIGs em geral (praticamente todos os mais utilizados possuem suporte a esse SGBD) e o Quantum GIS foi escolhido por possuir uma interface muito amigável, ser de fácil uso, ter suporte à linguagem Pyton (com diversos complementos) e às ferramentas Sextante, além de não interferir no banco de dados PostGIS (alguns SIGs exigem algumas modificações e/ou adequações no SGBD), mas sempre que necessário (para algum tipo de análise específica indisponível no Quantum GIS, por exemplo) utilizo também outros SIGs.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

RETOMANDO AS ATIVIDADES...

   Após um bom tempo com o blog parado (apesar das novidades na parte profissional), estou retomando as postagens. Nesse período que passou, entrei definitivamente para a área de geoprocessamento, atuando como Analista de Geoprocessamento no setor público. Isso ocorreu vários meses atrás, mas preferi esperar alguma experiência profissional começar a aparecer para voltar a postar. Também devido a esse contexto, diversas postagens de agora em diante terão um foco mais prático e específico que as anteriores, que eram mais abrangentes e conceituais.
   Já reuni material para diversas postagens e pretendo voltar a postar continuamente, pois acho fundamental a divulgação do conhecimento, ainda mais considerando que tenho trabalhado com softwares livres. 
   Portanto, em breve, novas postagens sobre geoprocessamento no BLOG GEOGRAFANDO...

sábado, 15 de outubro de 2011

FERRAMENTAS GRÁFICAS LIVRES

   Ferramentas para criação e edição gráfica geralmente são conhecidas por serem caras e acessíveis apenas aos profissionais ou empresas que atuam na área (isso também acentua a disseminação desse tipo de software de forma ilegal). Como professor universitário de disciplinas relacionadas à área, no entanto, tive a oportunidade de entrar em contato com diversas ferramentas alternativas baseadas em softwares livres, e muitas vezes com qualidade tão grande quanto a dos softwares proprietários. Seguem abaixo as sugestões:

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DATA MINING

   Data mining, como sua tradução literal já diz, é um conceito de mineração de dados, ou seja, procurar dados específicos, padrões, relacionamentos e outros dentro de grandes conjuntos de dados. Essa atividade tem crescido muito nos últimos anos, mas ainda enfrenta sérias dificuldades no Brasil devido à falta de interligação entre diferentes órgãos, inconsistência de dados, etc. No entanto, apesar de ainda significativamente "escondidas", encontramos algumas verdadeiras "data mines" (minas de dados) no Brasil:
  • IBGE - http://www.ibge.gov.br: Site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, principal referência em dados sociais, econômicos e demográficos no Brasil. Para acessar a página de produtos do IBGE, muitos disponíveis para download (como, por exemplo, os dados dos censos demográficos), vá em http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/default_prod.shtm
  • Fundação SEADE - http://www.seade.gov.br: Possui grande quantidade de dados do estado de São Paulo que podem ser agrupados e manipulados, gerando tabelas e gráficos.
  • DATASUS - http://www2.datasus.gov.br:  Base de dados sobre saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) do Brasil. 
Caro leitor, participe! Se você sabe de mais algum bom site com grande quantidade de dados no Brasil (ou que tenha dados do Brasil) envie por meio de comentário na postagem.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

GEOMARKETING POLÍTICO

   O tema mais votado pelos leitores na última enquete do blog foi "geomarketing político", portanto essa postagem visa esclarecer basicamente o que é isso e qual sua importância.
   Primeiro é preciso entender que esse conceito, apesar usado assim por algumas agências publicitárias, não tem nenhum foco publicitário ou no sentido direto de promover candidatos a cargos públicos. Segundo, também é necessário quebrar outra ideia: pela crítica política generalizada e algumas vezes sem fundamentos, além de totalmente partidária (fatos muito comuns no Brasil), diversas pessoas imaginam o geomarketing político como uma ferramenta de manipulação (o que, infelizmente, ocorre de fato algumas vezes devido a pessoas sem nenhum comprometimento social e ético atuando na área).
   Mas então, para que serve o geomarketing político realmente? Simples: se toda organização social, política e econômica está associada ao espaço (território), quanto melhor se conhecer suas características, melhor poderão ser planejadas as ações sobre ele. Exemplos: um candidato faz um plano de governo que inclui foco tecnológico para uma área em situação precária onde não há nem mesmo acesso correto à educação básica ou faz um comício falando sobre focar nos direitos do trabalhadores das indústrias numa área de atividade comercial. Podem parecer absurdos, mas considerando as dimensões do Brasil, a falta de qualificação de alguns candidatos, a falta de acessoria correta e outros, não são situações incomuns. Com a correta análise do espaço, é possível conhecer suas características (sociais, econômicas, físicas, etc) e desenvolver estratégias políticas desde a elaboração dos planos de governo e a campanha, até o final dos mandatos, para que cada área tenha seu devido foco de desenvolvimento, dentro de suas características e carências.
   Portanto, se o marketing é um conjunto de técnicas e estratégias que envolvem o fornecimento de um produto e/ou serviço de alta qualidade, no caso do geomarketing político, isso é associado ao conhecimento do espaço para que o Estado e seus governantes, como fornecedores desses serviços e produtos para os "consumidores" (cidadãos), possam fazê-lo da melhor maneira possível.